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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Fada

Nome:  A Fada
Autor: Carolina Munhóz
 Gênero:  Fantasia, Romance
Editora: Leya, 255 páginas
Ano de Publicação: 2009


Sinopse:  Alguns jovens ganham presentes caros, passagens aéreas ou festas surpresas em seus aniversários de 18 anos. Melanie Aine ganhou o falecimento do pai, uma estranha tatuagem e a descoberta de que não era um ser humano. Como se tudo isso não fosse suficiente, Melanie ainda descobriu por detrás da enevoada e mística cidade de Londres um mundo fantástico que até poderia ignorar, se não descobrisse ser parte importante dele. Um legado que traz com ele diversas tragédias e problemas pessoais que ela não espera se adaptar, mas não sabe se terá opção. A única parte recompensadora parece ser seu encontro com um homem misterioso, oriundo de uma família bruxa poderosa, cuja relação caminha em uma linha bamba e tênue que separa afeto e fúria. Um afeto que pode levá-la à transcendência e à vida eterna. Uma fúria que pode conduzi-la à morte e ao esquecimento. Dentre muitos feitiços, lutas, criaturas mágicas e eventos sobrenaturais, “A Fada” é uma história de descobertas e superações, sobre como o amor pode fazer várias pessoas redescobrirem a vida e a magia nela.



Resenha:
                Eu até que gostei de “A Fada”. Eu sempre tive um pouco de preconceitos contra a nova literatura brasileira – tive o azar de pegar uns exemplares por aí que me davam até desgosto, mas a paixão e o incentivo para renovar minha fé nessa literatura de hoje foi graças à Anna, que me apresentou “Dragões de Éter” no ano passado. E assim, eu resolvi também dar meu palpite nessa área. Conheci a obra da Carolina na Bienal de 2012, quando comprei o “Inverno das Fadas”, e me apaixonei pela capa e gostei muito da sinopse. Nunca fui muito fã de fadas em geral (a não ser as do Neopets :P), mas resolvi dar uma chance. Aliás, até conheci a autora na Bienal (e fiquei morrendo de raiva por não ter pedido o autógrafo. Fica pra Bienal do ano que vem!). E no começo do ano, finalmente consegui ler o livro, e gostei bastante.  Encontrei algumas dificuldades de estilo, mas que sem dúvida vão melhorar conforme mais obras são publicadas e a autora adquire mais experiência.
                A história de “A Fada” na verdade é bem simples, bobinha até. É um romance – não se deixem enganar pela parte que diz “luta” na sinopse. Não há nada disso – e o diferencial é que é protagonizado pela princesa das fadas. Na verdade, Melanie como personagem não me disse nada. Metade das vezes ela passava o tempo sentindo pena de si mesma, mas eu até que gostei da narrativa rápida. Apesar de ter algumas partes com descrições maçantes, dá para ver o potencial da autora através da narrativa. Melanie tem uma voz bem fluida e consegue carregar a história de forma bem boa, apesar de nada surpreendente. O livro é bem calmo e não possui nenhuma cena de ação – a única que possui eu senti certo deslocamento, como se algo esquisito houvesse acontecido e que não era para estar ali. Foi uma das partes que realmente não gostei, além do fato de o livro ter falta em descrição e cenas de ação em geral (e uma trama de acordo, digamos). Mas como romance, o livro representa bem seu gênero. Temos uma mocinha e um mocinho que apesar de genéricos, são simpáticos, algumas descrições de lugares gerais e cenas que te deixam com um daqueles sorrisinhos na cara.
                O livro é bem curto, chega a ter pouco mais do que duzentas páginas. Eu demorei apenas dois dias para ler, praticamente voando com a leitura. No geral, foi uma coisa bem agradável – e eu gostei muito do final no geral, e como Melanie descobriu sua verdadeira missão. As últimas páginas não me disseram muita coisa, mas achei uma virada interessante na história. O que eu realmente senti falta foram mais descrições sobre o Reino das Fadas, senti que essa parte do cenário acabou ficando muito ofuscada pelas partes do romance, e gostaria que Carolina tivesse explorado um pouco mais – e pra minha sorte, isso acontece no outro livro dela, o “Inverno das Fadas”, que eu recomendo bastante.
                Um dos adicionais ao livro é essa edição maravilhosa que a Leya lançou ano passado. Gente, é uma das capas e das diagramações mais lindas que já tive o prazer de ver, e as borboletas se encaixaram muito bem. O pessoal do design está de parabéns, porque essa edição está simplesmente maravilhosa – tão maravilhosa, de fato, que me convenceu a comprar o livro até quando não tinha direito.
                Em linhas gerais pra concluir, eu gostei do livro, mas não foi uma leitura que me acrescentou em muito. Gostei de umas partes, desgostei de outras, mas não foi um livro com que pude sentir uma conexão nem nada desse gênero. Gostaria que tivesse sido desenvolvido um pouquinho mais, mas no geral uma história bem bacana.


Nota: 2.5/5

Quote:  “Naquele momento minha vida mudava, para nunca mais ser a mesma. O surgimento de uma fada pode fazer coisas assim.”

domingo, 22 de setembro de 2013

Amuleto de Samarkand (Bartimaeus, #1)


Nome:  O Amuleto de Samarkand
Autor: Jonathan Stroud
 Gênero:  Fantasia, Ficção
Idioma:  Português
Editora: José Olympio, 448 páginas
Título Original: The Amulet of Samarkand
Saga:  Bartimaeus, #1
Ano de Publicação: 2003

Sinopse:  Quando Bartimaeus, um djinn de 5.000 anos é invocado por Nathaniel, um jovem aprendiz de mago, ele não espera ter de fazer nada mais cansativo do que umas poucas ilusões simples. Mas Nathaniel é um talento precoce e tem algo muito mais perigoso em mente: vingança. Contra sua vontade, Bartimaeus é despachado para roubar o poderoso Amuleto de Samarkand de Simon Lovelace, um mestre da magia, de ambição e impiedade sem rivais. Sem demora, tanto o djim quanto o aprendiz são pegos em uma terrível torrente de intriga mágica, assassinato e rebelião. Passado em uma Londres moderna, controlada por magos, este thriller bem humorado e eletrizante conquistará leitores de todas as idades.


Resenha:
                Para resenhar livros desconhecidos e divulgar coisas novas, precisa levar muitas coisas em consideração. Por exemplo, o que as pessoas vão querer ler, assim que resolverem sair de suas “casinhas” originais? Afinal, ninguém pode viver de Harry Potter uma vida toda (por melhor que os livros sejam). Então resolvi recomendar este livro, e agora se prepare para um falatório infindável.
                Comprar livros por um dólar é geralmente suspeito, mas eu sou propícia a esse tipo de coisa. Admito, nem sempre dá certo e muitas vezes o livro é uma grande porcaria. Mas o livro de Jonathan Stroud foi realmente bom e um tanto surpreendente.
                Para começar, é um cenário completamente novo. Londres é controlada por magos (guarde para si o comentário de “Ah, Laura, tenha dó, todo mundo já viu isso antes”), porque é uma Londres moderna, do século XXI. E nada de magos com varinhas e essas coisas, mas daquele tipo que tinham de invocar demônios para fazerem sua vontade.  Os magos fracos invocam os demônios fraquinhos e podres, enquanto os mais poderosos conseguem chamar demônios antigos, com milhares de anos para serem seus servos. Outro elemento interessante e inovador: o personagem principal é nada menos do que um garoto de doze anos, que na verdade, só quer uma coisa: vingança por uma humilhação. É tão legal ver esses personagens que não são bonzinhos e não ficam o tempo todo com a história de “vou salvar o mundo, etc”. Portanto, Nathaniel é um garoto esperto, talentoso, e que não está nem aí para a moral da história. Mais um ponto para Stroud.
                Agora o mais incrível de tudo é que o personagem principal não é exatamente Nathaniel, e sim o demônio milenar que ele invoca. E aí temos a introdução do maravilhoso Bartimaeus – sarcástico, antiético, traiçoeiro e incrivelmente engraçado. Bartimaeus narra a história em primeira pessoa, relembrando várias das suas façanhas anteriores e fazendo comentários absolutamente inconformados com o fato de ter que servir um menino franzino e mimado.  Porém, para ter sua vingança, Nathaniel acaba indo um pouco longe demais – e se metendo em planos do governo e coisas que ele realmente devia ter deixado em paz.
                Uma das minhas partes favoritas são as notas de rodapé – elas definitivamente fazem o livro valer a pena. Bartimaeus lança comentários sarcásticos na direção de todo mundo, inclusive na do leitor. Ele é tão sarcástico, em todas as horas do dia, que é difícil não o amar. Eu não conseguia parar de rir, ao mesmo tempo em que ficava atenta a trama complexa do livro, que envolvia também as partes em terceira-pessoa em que acompanhamos Nathaniel.
                Por fim, só posso dizer que foi uma leitura absolutamente deliciosa – nunca havia visto algo parecido antes. São tantos elementos bons que o livro quase parece imaginário. Personagens, trama, reviravoltas e uma narração de deixar todo mundo acordado, e felizmente posso dizer que são poucos livros que podem fornecer tais elementos.Posso dizer até que não achei defeito nenhum nesse livro.  Vale a pena comprar e ler, e ainda ficar esperando por quando eles vão nos dar mais um pouquinho de Bartimaeus para saciar nossa fome.


Nota:  5/5


Quote: “That did it. I'd gone through a lot in the past few days. Everyone I met seemed to want a piece of me: djinn, magicians, humans...it made no difference. I'd been summoned, manhandled, shot at, captured, constricted, bossed about and generally taken for granted. And now, to cap it all, this bloke is joining in too, when all I'd been doing was quietly trying to kill him.”

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Feita de Fumaça & Osso (Daughter of Smoke & Bone, #1)



Nome:  Feita de Fumaça & Osso
Autor: Laini Taylor
 Gênero:  Young Adult, Fantasia, Fantasia Urbana
Idioma:  Português
Editora: Intrínseca, 384 páginas
Título Original: Daughter of Smoke & Bone
Saga: Daughter of Smoke & Bone
Ano de Publicação: 2011

Sinopse:  Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.
Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo.
E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.
O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho.


Resenha:
                Comecei “Feita de Fumaça & Osso” com muitas expectativas e um pouco de preguiça. Muitas pessoas haviam me recomendado e dito que era maravilhoso, etc, etc e eu o comprei, mas simplesmente não conseguia parar para lê-lo. Deve ter ficado uns dois meses parado na minha estante, enquanto eu passava outro zilhões de livros na frente e não conseguia pegá-lo para ler.
                Então quando nas férias eu finalmente consegui sentar e ler... bem, foi uma surpresa e tanto. Feita de Fumaça & Osso começa o livro num ritmo rápido e de profundo mistério. É difícil entender a protagonista, Karou, porque parece que nunca estamos olhando verdadeiramente de frente para ela – tem alguma coisa escondida dentro de camadas e camadas da sua personalidade, e o modo como a autora a define é simplesmente brilhante. Eu amei Karou desde o começo, sabendo que ela era uma garota forte e determinada, e que gostava de encaminhar seu próprio destino. Os outros personagens são igualmente cativantes – as quimeras  da loja, e em especial Brimstone , e é claro, Akiva. A maneira como a história é contada simplesmente não te deixa largar o livro e ir embora, querendo entender e saber cada passo.
                A trama em si não é tão elaborada – provavelmente vai ficar melhor ao longo da série. O primeiro livro foca praticamente no descobrimento de Karou – do que é existir, como é amar, e a importância da esperança e dos seus entes queridos, e porque vale a pena lutar pelo que se acredita. Eu adorei o modo como isso foi feito, principalmente nas partes que retornam ao passado e a memórias esquecidas. A escrita de Laini flui com facilidade, e com alguns toques poéticos, não diferentes de Tahereh Mafi. Mesmo assim, as cenas são bem descritas, com detalhes e diálogos elaborados que não atrapalham nem um pouco na história. Pelo contrário, eles ajudam a manter a trama principal e as reviravoltas em segredo, fazendo-nos tentar adivinhar o que vai acontecer mas na maioria das vezes falhando miseravelmente nessa tarefa.
                A coisa que mais me atraiu no livro, no entanto, foi a mitologia criada e o cenário em geral. Laini não economiza no misticismo e cria um mundo cheio de criaturas mágicas e lendas. Passamos pelas ruas de Praga, cheia de fantasmas e histórias macabras, e passamos para o mundo dos demônios e anjos, em uma eterna briga para quem sairá vitorioso. Adorei as lendas envolvendo tanto os serafins quanto as quimeras, e o modo como foram criados – e como Laini relaciona isso também ao nosso próprio mundo, mostrando através dessas figuras lendárias o quanto os humanos também podem ser cruéis mas terem o potencial para o bem. Mas minha parte favorita definitivamente foi a coleta de dentes e a relação que a autora estabeleceu com os desejos – sempre temos que pagar muito caro por algo que desejamos. Achei incrível como a mistura de todos esses elementos não prejudicou nem um pouco o livro, e apenas o tornou mais exótico e brilhante.
                No geral, Feita de Fumaça e Osso é uma urban fantasy que não é exatamente inovadora, se não fosse pela maneira como a autora a coloca. Laini Taylor fez um ótimo trabalho em misturar elementos lendários, bíblicos e mitológicos, criando um mundo completamente novo e com características tão humanas que nos surpreendem a cada página. Definitivamente um must-read para os amantes do gênero fantástico de hoje.


Nota:  4.5/5

Quote: “Hope can be a powerful force. Maybe there's no actual magic in it, but when you know what you hope for most and hold it like a light within you, you can make things happen, almost like magic.”


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Angelfall (Penryn & The End of Days, #1)


Nome: Angelfall
Autor: Susan Ee
 Gênero: Distopia, Fantasia, YA   
Idioma: Inglês
Editora: Hodder & Stoughton, 325 páginas
Saga:  Penryn & The End of Days, #1
Ano de Publicação: 2011


Sinopse: It's been six weeks since angels of the apocalypse descended to demolish the modern world. Street gangs rule the day while fear and superstition rule the night. When warrior angels fly away with a helpless little girl, her seventeen-year-old sister Penryn will do anything to get her back.

Anything, including making a deal with an enemy angel.

Raffe is a warrior who lies broken and wingless on the street. After eons of fighting his own battles, he finds himself being rescued from a desperate situation by a half-starved teenage girl.

Traveling through a dark and twisted Northern California, they have only each other to rely on for survival. Together, they journey toward the angels' stronghold in San Francisco where she'll risk everything to rescue her sister and he'll put himself at the mercy of his greatest enemies for the chance to be made whole again.
 



Resenha:
                Comecei Angelfall com um pé atrás – e admito logo de cara, tenho um pouco de preconceitos com livros de anjos. Lembro-me bem da época que teve aquela modinha de tudo que é livro sobre anjos – anjos caídos, nephilim, anjos normais, anjos guerreiros, anjos da guarda, argh. Eu até me encolhia quando ia às livrarias, de tantas capas cheias de asas e afins. Anjos para mim era Supernatural e acabou. (Admito que é errado fazer isso, mas convenhamos que havíamos acabado de passar aquela horrível fase da literatura exclusivamente vampiresca, que Ai Meu Deus, dá até vontade de chorar. Nem me repreendo por ter mais essa implicância com modinha). Mas o que ocorreu, no final, foi uma agradável surpresa – Angelfall não era nada como nenhum dos outros livros de anjo que eu havia lido, com exceção talvez de “A Batalha do Apocalipse”.
                Angelfall, para começar, é uma distopia. O mundo foi invadido pelos anjos e os humanos se encontram numa luta para sobreviver, dia após dia. E é difícil. A história possui um ritmo rápido – nos primeiros três capítulos a trama principal já se estabelece, e daí passa para frente numa velocidade incrível. O livro é bem curtinho, e eu li em apenas dois dias. E posso dizer que ele não deixou de surpreender.
                Penryn, a personagem principal, é uma garota determinada, esperta e realmente bacana. Achei legal sua motivação, e ela é uma personagem bem real. Não está por aí querendo salvar o mundo nem nada – apenas sua irmã mais nova. Ela é uma personagem tranquila e agradável, e não daquelas que irritam e você tem vontade de chutar a cabeça para ver se algum parafuso lá dentro ainda funciona (Sim, tenho muitos problemas com heroínas). O que eu mais gostei na Penryn na verdade foi o fato de ela ser genuína. No entanto, não foi o suficiente para ela entrar para a minha lista de favoritas. Os outros personagens chamam muita atenção também – e a que mais me cativou foi a mãe da Penryn. Meu Deus. Susan Ee faz um trabalho assustador com a mãe da garota, e toda vez que ela aparecia eu sentia calafrios. Ela tem uma personalidade supercomplexa, e foi muito bacana ver um adulto participando da história também. E é claro, tem o Raffe – o anjo a quem Penryn une forças para conseguir resgatar sua irmã. Raffe é bem arrogante no começo, como todo anjo deve ser, mas aos poucos vai se desvendando ao longo do livro. É um personagem bem interessante, e que estou bem interessada em ver seu desenvolvimento. Quem Raffe é realmente é fácil de descobrir, principalmente quando ele diz o significado do seu nome. Para qualquer obcecado com significados de nomes, como eu, já estava bem na cara. Duh!
                A trama principal em si não é muito complexa – na verdade, o que mais chama atenção são as sub-tramas e as coisas que irão se desenrolar nos próximos livros. Adorei a realidade com que Susan trabalhou com os cenários e criou um mundo realista, e nada de glorificar humanos falando que conseguiríamos derrotar os invasores de primeira. Nada disso, a humanidade tem que apanhar muito primeiro. Outra coisa interessante é o propósito da invasão dos anjos, e o modo como a sua hierarquia e realidade são retratados. Achei muito interessante, principalmente o modo como ela mistura a mitologia dos anjos no meio da história. Novamente, se você for um entusiasta do assunto, vai curtir bastante essa nova maneira de coloca-los no mundo. Outra coisa que preciso adicionar – aquele final. Sim, aquele final. É um desses que você tem vontade de simplesmente sair correndo pela casa gritando e querendo botar fogo em si mesmo de tão bom. Há tantas coisas a serem resolvidas, mais tantas tramas e reviravoltas, foi simplesmente brilhante – apesar de eu ter adivinhado algumas partes, mesmo assim eu gostei de onde a trama está sendo levada.
                Enfim, há tantas coisas interessantes em Angelfall – a distopia em si, o mundo, o cenário, os personagens e a própria trama – que não há como não se entreter. Eu estou doida para ler a continuação e ver onde a história de Penryn vai acabar.


Nota: 4/5


Quote: “I never thought about it before, but I'm proud to be human. We're ever so flawed. We're frail, confused, violent, and we struggle with so many issues. But all in all, I'm proud to be a Daughter of Man.”