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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

The 100 (The Hundred, #1)


Nome:  The 100
Autor: Kass Morgan
Gênero: YA, Distopia
Editora: Little Brown, 336 páginas (Lançamento da Galera Record no Brasil marcado para Dezembro)
Série: The Hundred, #1
Ano de Publicação: 2013


Sinopse:  In the future, humans live in city-like spaceships orbiting far above Earth's toxic atmosphere. No one knows when, or even if, the long-abandoned planet will be habitable again. But faced with dwindling resources and a growing populace, government leaders know they must reclaim their homeland... before it's too late.

Now, one hundred juvenile delinquents are being sent on a high-stakes mission to recolonize Earth. After a brutal crash landing, the teens arrive on a savagely beautiful planet they've only seen from space. Confronting the dangers of this rugged new world, they struggle to form a tentative community. But they're haunted by their past and uncertain about the future. To survive, they must learn to trust - and even love - again.



Resenha:
                Vejam bem, eu adorei a premissa de ‘The 100’, porque como vocês todos já sabem, eu amo romances distópicos. E uma que adolescentes são mandados para ver se os humanos podem voltar ou não para a Terra depois de um Guerra Nuclear? Me cativou assim que eu li a sinopse.
                Contudo, a história em si não foi lá as mil maravilhas. A autora escreve muito bem, mas é principiante – e o que eu senti falta mesmo foi recheio na história. Não tinha praticamente nenhum – pouquíssimas descrições, diálogos concisos e tudo mais. Geralmente isso pode ser um ponto positivo, mas no caso de “The 100” foi um problema porque praticamente não conhecemos nada desse mundo. O que gerou a Guerra? Como são as Espaçonaves? O sistema de controle? Recebemos menções vagas de tudo isso durante o livro mas nenhuma explicação direta. Basicamente, são uns nomes flutuando por aqui e ali e nós leitores tendo que ver na bola de cristal para adivinhar do que se trata.
                Esse aprofundamento da coisa – o recheio como um todo – faltou em todos os aspectos do livro. Faltam mais detalhes da história, mais descrições de cenários e até o aprofundamento dos personagens. Apesar de eu ter gostado da trama – que não é nada brilhante nem nada assim – parece que tudo é tratado com muita superficialidade. As coisas acontecem correndo, mal dá tempo de acompanhar. É claro que isso faz do livro uma leitura super rápida, mas não dá tempo de se afundar dentro da história.
                Principalmente com o final – aliás, uma ideia muito legal, faltou a construção de um suspense. O ponto do livro é esse, na verdade: construção do suspense. Há muitas coisas legais, conectadas, e o que aconteceu no passado se relacionando com o presente é simplesmente genial, mas não há suspense de modo algum. Tem momentos que se dariam dignos de um drama e lágrimas, mas a autora narra de um jeito tão chato e sem profundidade que o máximo que conseguimos fazer é dizer um “oh!”.  É como se o livro fosse narrado em uma linha reta e num monólogo infinito e tedioso – não há momentos em que dá vontade de pular a cadeira, jogar o livro no chão nem nada disso, porque não dá pra sentir o clima do livro.
                Depois de ter feito três parágrafos de reclamação, vou aos pontos de que eu realmente gostei: a história. Gostei muito, principalmente como todos os fatos se relacionam entre si, o passado e o presente. Não tem nada de novo nessa trama, mas admito que quando cheguei no final me arrepiei toda (aliás uma das únicas emoções fortes que senti no livro, vou ser bem sincera). Gostei muito dos personagens – eles todos tem um potencial enorme, mas parecem mal aproveitados. Dá pra ver que por baixo deles tem mil e uma emoções prestes a explodirem e entrarem em conflito, e é uma pena isso ser pouco aproveitado.  E a leitura foi extraordinariamente rápida, recheada de cenas de ação e contrastes.
                No geral, eu gostei, mas dá pra melhorar – e muito. Estou esperando que a Kass Morgan resolva logo esse problema de construção de cena, porque essa série tem muito potencial e eu odeio ver isso desperdiçado.
                E pra ficar num clima melhor, deixo vocês com o trailer da série que irá estreiar baseada no livro. Nenhum dos personagens é como eu os imaginei, mas foi assim que eu descobri o livro. E é claro que vou acompanhar a série, né?!




               
Nota:  3.5/5

Quote: “When will we get to go home?” asked a boy who didn’t look much older than twelve.

“We are home”

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Partials (Partials Sequence, #1)


Nome: Partials
Autor: Dan Wells
Gênero: Ficção, Distopia, Young Adult
Editora:  ID, 440 páginas
Série: Partials, #1
Ano de Publicação: 2012


Sinopse:  A raça humana está quase extinta após a guerra com os Partials – seres criados em laboratório, idênticos aos humanos. Eles liberaram o vírus RM, ao qual apenas uma pequena parte da população é imune. Os sobreviventes da América do Norte se reuniram em Long Island ao mesmo tempo que os Partials se retiraram da guerra misteriosamente.
Kira é uma médica em treinamento que vê, dia após dia, todos os bebês morrerem, pouco tempo após o nascimento. Há mais de uma década nenhum nasce imune ao RM. O tempo está se esgotando e, com ele, a esperança.
Decidida a encontrar a cura, Kira descobrirá que a sobrevivência dos humanos tem muito mais a ver com as ligações entre eles e os Partials do que se imagina. Ligações das quais a humanidade se esqueceu, ou simplesmente não sabia que existiam...


Resenha:
                Partials foi a minha leitura mais recente para o clube do livro do qual eu participo via internet. Eu não fui fã da capa, mas li a sinopse e me interessei. Distopia é um dos meus gêneros favoritos de literatura, e eu, é claro, não pude resistir a leitura de mais um.
                Partials é, no geral, uma distopia bem genérica – apesar de ter um fator adicionado de um pouco de ficção científica à la Admirável Mundo Novo. Não esperem nada de absolutamente inovador nem algo do gênero, é simplesmente mais uma distopia com a qual se pode perder-se e distrair-se um pouco. No começo, o livro é muito lento, e demorou muito para me prender. Não entendia como funcionava a sociedade e o autor parece que não faz muito esforço para que entendamos, e, portanto, o começo da história simplesmente se arrasta e parece algo muito chato. Foi uma coisa bem difícil de começar e ele realmente não me prendeu logo de cara.
                Depois que passamos lá da página 70 do livro, aí sim as coisas começam a ficar mais legais. O maior defeito do livro, foi, realmente, o andamento da trama – mas o autor faz com que o resto se compense. Kira é uma protagonista interessante – não exatamente uma pessoa com quem você goste ou se identifique, mas uma garota normal. Seus problemas são entendíveis, e o leitor acaba gostando de sua personalidade. Os outros personagens são igualmente bons – todos eles são multifacetados, e eu gostei principalmente de Xochi e Samm. A parte que mais adorei, de fato, foram os pedaços a ver com a ciência – dentro da história ela é muito bem explicada, e Kira sendo médica conseguimos ver isso através de seus olhos. Outra coisa bem legal é que a Kira não é mais uma protagonista ~white girl~ e sim de decendência indiana. Achei isso bacana pra adicionar mais um pouco de diversidade à literatura Young-adult – que vamos combinar, tá precisando, e muito.
                E é claro, a SUPER virada na trama que acontece nas páginas finais. Meu Deus, como não se revirar com tudo que está acontecendo? Apesar de o fim em si não ser muito satisfatório, gostei de onde o autor indica que a trama será levada, principalmente em relação aos Parciais e ao próprio vírus de RM, que causou a doença que matou 99.6% da humanidade. A sociedade que Wells cria também é bem construída e bem escrita, assim como o livro no geral.
                Sobre a edição em português eu não posso dizer muita coisa. Li o livro no kindle e foi um formato agradável, mas não sei como está a diagramação em português e muito menos a tradução.
                Enfim, Partials foi uma leitura bem interessante – recomendo principalmente se você gostar de Young-adult distópicos. Mas não entrem na história esperando um novo Jogos Vorazes nem nada – eu gostei bastante da história, mas não foi algo que me impeliu a falar sobre isso 24 horas por dia. Resta-me ler o próximo da saga daqui a algum tempo e poder contar mais pra vocês.


Nota: 3.5/5


Quote:  “If you can't know the truth, said Isolde, live the most awesome lie you can think off.” 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Diabo Veste Prada (O Diabo Veste Prada, #1)


Nome:  O Diabo Veste Prada
Autor: Lauren Weisberger
 Gênero:  Chick-lit
Idioma: Portguês
Editora: Record, 416 páginas
Título Original: Devil Wears Prada
Saga:  Devil Wears Prada, #1
Ano de Publicação: 2003

Sinopse:  O mundo da moda não é para iniciantes. Especialmente em Nova York. Para conquistar espaço - o mínimo que seja - é preciso muitas vezes experimentar o pão que o diabo amassou. Ou mesmo vender a alma ao dito-cujo. Mas será que vale a pena tanto sacrifício? Com conhecimento de causa, Lauren Weisberger lança a questão com charme e bom humor em seu romance de estréia, "O Diabo Veste Prada", que revela, em detalhes, histórias de personagens facilmente identificáveis no mundinho fashion de Nova York.


Resenha:
                Eu comecei o Diabo Veste Prada há alguns dias, e devo dizer que gostei bastante. Não é o livro da minha vida nem nada do gênero, mas foi uma leitura muito rápida e divertida. Assisti ao filme anos atrás, e lembrava muito pouco da história – a não ser roupas lindas e surreais, e como Meryl Streep fez um papel ótimo de uma bruxa de primeira.
                Enfim, eu gostei muito do livro no geral. Ele não é um chick-lit comum – na real, praticamente nada de interesse romântico. O Alex e o Christian aparecem brevemente, mas não possuem nenhum impacto real como personagens. Na verdade, a maioria dos personagens fica bem apagado, até mesmo a melhor amiga Lily, em comparação com a personagem de Miranda Priestly. Andrea Sachs, a protagonista, é simpática e irônica, e você acaba rindo de tudo que ela comenta. O livro tem um humor inerente, às vezes me fazendo dar gargalhadas altas no meio do ônibus enquanto estava lendo.
                Apesar de o livro não ser a maior obra prima existente nem nada, foi uma leitura interessante – principalmente por tudo que a Miranda criava de problemas, e ver como a revista costuma funcionar por dentro, ou até mesmo as celebridades e a parte da moda. A rotina de Andrea acaba sendo interessante justamente por não ter uma rotina – cada dia um novo desafio interessante para enfrentar, ou deixa-la louca. Em termos de trama, o livro tem pouca ou quase nenhuma. É simplesmente uma recontagem do trabalho de Andrea desde o dia em que entrou para Runaway até ir embora.
                No geral, o livro não surpreende nem nada – é simplesmente uma leitura que entretém bastante, bem leve, e que não pode deixar de ser engraçada ao mesmo tempo que triste com os sofrimentos de Andrea pela chefe tirana. Gostei da leitura, que é bem leve e rápida, mas ao mesmo tempo não deixa de ser boa.


Nota: 3.5/5


Quote: “As I raced out of the office, I could hear Emily rapid-fire dialing four-digit extensions and all but screaming, 'She's on her way-- tell everyone.' It took me only three seconds to wind through the hallways and pass through the fashion department, but I had already heard panicked cries of 'Emily said she's on her way in' and 'Miranda's coming!' and a particularly blood curdling cry of 'She's baaaaaaaaaaaaaaaaaaaack!”